Um adeus à Terra
Uma Titan IIIE-Centaur parte de Cabo Canaveral. A Voyager 1 começa uma missão para estudar os planetas exteriores — sem saber que a jornada vai atravessar gerações.
Desde 1977, uma pequena sonda leva a nossa curiosidade para além da heliosfera. Agora, a Voyager 1 se aproxima de um marco sem precedentes.
Acompanhar a jornadaNão é uma medida de tempo, mas de distância: o quanto a luz percorre em 24 horas, no vazio do espaço. Para qualquer sinal enviado daqui, é também a espera de uma resposta — de ida.
A ciência por trás do marcoCinco momentos em uma rota que continua aberta. A Voyager segue adiante, mesmo depois de deixar para trás os planetas que a lançaram rumo às estrelas.
Uma Titan IIIE-Centaur parte de Cabo Canaveral. A Voyager 1 começa uma missão para estudar os planetas exteriores — sem saber que a jornada vai atravessar gerações.
O encontro com Júpiter revela vulcões em Io, luas desconhecidas e um anel tênue. O gigante gasoso também ajuda a redirecionar a nave para Saturno.
Depois das nuvens douradas de Saturno, a sonda mira para cima do plano dos planetas. É o empurrão gravitacional que a coloca em uma rota de saída.
A pedido de Carl Sagan, a câmera se volta para casa. A Terra aparece como um ponto quase invisível, suspenso em um raio de sol a bilhões de quilômetros.
A Voyager 1 cruza a heliopausa e entra no espaço interestelar. Nenhuma outra sonda havia chegado tão longe — e ela ainda continua viajando.
O sinal de rádio que partir de casa precisará de um dia para alcançar a sonda. A luz terá atravessado 25,9 bilhões de quilômetros — e o silêncio será ainda maior.
Movida por energia limitada, a Voyager 1 segue enviando sinais fracos para a Terra. Uma conversa entre mundos, transmitida à velocidade da luz.
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